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Emydio Moreira Filho

Emydio Moreira Filho nasceu em 29 de maio de 1923 no território de Itapeva, que, naquele período, ainda pertencia ao município de Camanducaia.

Emydio Moreira Filho[1]

Emydio Moreira Filho

Emydio Moreira Filho nasceu em 29 de maio de 1923 no território de Itapeva, que, naquele período, ainda pertencia ao município de Camanducaia. Faleceu a 28 de outubro de 2010. Foi produtor rural e comerciante, sendo proprietário de loja de móveis e eletrodomésticos. Ao longo de sua vida, teve importante protagonismo na política camanducaiense, tendo sido eleito por três vezes prefeito do município.

Muito interessado no desenvolvimento de Camanducaia, filiou-se ao PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), perdendo por apenas 13 votos sua primeira disputa para prefeito e vencendo as eleições a esse cargo pela primeira vez no ano de 1982, tendo como vice o senhor Almiro Molica Filho. Assumiram um mandato de seis anos, de 1983 a 1988[2]. Em 1992, concorreu à prefeitura pela terceira vez, ao lado do vice-prefeito Geraldo Rosa de Carvalho, vencendo as eleições e governando entre 1993 e 1996. Finalmente, no ano 2000, retornou ao pleito eleitoral como candidato à prefeito acompanhado do senhor Ademilson de Oliveira como vice-prefeito. Ganhou novamente, ocupando a administração pública entre os anos de 2001 a 2004.

Com personalidade forte e marcante, lembrado por sua honestidade e autenticidade, era avesso aos meandros da política e atacado por seus adversários e muitas vezes pelos próprios companheiros por isso, pois não abria mão de fazer o que entendia que era certo. Não importava de quem vinha o pedido! Se não achava certo, a resposta era sempre não! Entre as principais realizações de suas administrações, destacam-se o investimento em obras e infraestrutura, tais como: a construção de uma sede para a Santa Casa de Misericórdia; construção do Ginásio Poliesportivo José Vargas; construção de pontes de concreto; abertura e manutenção de vias urbanas e rurais; construção dos postos de saúde de Camanducaia (que hoje leva seu nome) e de Monte Verde; construção da Escola Municipal Onofre Vargas, da Escola Adolfa Plogger, ampliação da Escola Miguel Chiaradia e construção diversas escolas na zona rural; melhorou a estrutura de trabalho dos funcionários com a ampliação do almoxarifado, da garagem, ferramentas e ampliação e renovação da frota. Fez o primeiro projeto de asfaltamento da estrada Camanducaia-Monte Verde, o que foi fundamental para o início de um desenvolvimento mais forte do turismo no Distrito. Também fez o asfaltamento de diversas ruas em todo município e a construiu casas e loteamentos populares, como o Tancredo Neves e o Quedas Verdes, que foram de fundamental importância para inúmeras famílias de baixa renda no município. Fez grande investimento também no campo do Botafogo com a construção e cobertura da arquibancada, vestiários e novo gramado. Foi ainda um dos responsáveis pela estruturação da Festa de Peão e resgate dos desfiles de 7 de setembro, equipando as escolas com novos instrumentos. Também iniciou o transporte universitário gratuito, investimento que foi responsável por grande ajuda à educação dos camanducaienses ao longo dos anos. Também é do período de Emídio a vinda das primeiras fábricas para a cidade, com a doação de terrenos e incentivo para a vinda de empresas como Tocantins, Nitron, Pênalti e Sossego, começando a mudar a característica exclusivamente rural da cidade e gerando mais empregos e renda. Teve grande papel e destaque durante todos os seus mandatos a sua esposa, primeira-dama dona Oralina, que, embora nunca tenha tido cargo remunerado, sempre foi seu braço direito, ajudando muito principalmente no atendimento aos mais necessitados e na gestão do Hospital que atende o município. Ficou lembrado também por entregar suas gestões sempre com a prefeitura em ordem e com bom caixa aos prefeitos que o sucederam.

Texto revisado e alterado por Edmar Cassalho Moreira Dias, neto do Sr, Emydio Moreira Dias.

 

[1] Este texto contem alterações em relação ao original, incluindo informações não disponibilizadas na entrevista realizada pela historiadora Débora Viveiros para a elaboração do trabalho.

[2] Entre as décadas de 1970 e 1980, visando separar as eleições federais e estaduais das municipais, foi estabelecido por diretrizes do governo federal que alguns mandatos municipais seriam estendidos em dois anos adicionais.

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