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Domingos Fróes

Domingos Froes, filho de Maria José de Jesus e Firmino Rodrigues Fróes, nasceu em 09 de julho de 1917 no município de Camanducaia, bairro dos Pericos,

Domingos Fróes

Domingos Froes

Domingos Froes, filho de Maria José de Jesus e Firmino Rodrigues Fróes, nasceu em 09 de julho de 1917 no município de Camanducaia, bairro dos Pericos, tendo falecido em 30 de novembro de 2000 na Santa Casa de Misericórdia de Camanducaia. Pai de Hélio Rodrigues Fróes, Helena Fróes Bolucci, Rubens Antônio Fróes, René Baptista Fróes, Regina Maria Fróes e Bruno Fróes.. Exerceu como profissões o ofício de barbeiro, Delegado municipal e Juiz de Paz.

A ascendência do Sr.Domingos Fróes provém do Capitão Pedro Rodrigues Fróes, da cidade de Évora de Alcobaça em Portugal, tendo vindo para o Brasil em meados do século XVII, estabelecendo-se em Mogi das Cruzes. Domingos é descendente de seu terceiro filho, Miguel Rodrigues Fróes, que foi pai de José Rodrigues Fróes de Ornellas, juiz de Camanducaia e pai de seu avô Emídio Rodrigues Fróes. O quarto filho de Pedro foi José Rodrigues Fróes, bandeirante descobridor da maior jazida de ouro já encontrada até aquele momento da história e que ainda hoje está ativa em Paracatu-MG. Esse marco ficou conhecido como o “Descobridor de Paracatu” e lhe conferiu as graças de Dom João V, então rei de Portugal, e o posto de Guarda-Mor das Minas Gerais, no Arraial de São Luiz e Sant’Anna das Minas de Paracatu, de onde foi fundador. Território esse que compreendia parte do Norte de Minas e toda a região Noroeste do estado de Minas Gerais, destacando-se, atualmente, cidades como Paracatu, Unaí, Guarda-mor, João Pinheiro, Bonfinópolis de Minas (antigo distrito pertencente a Unaí chamado de Distrito de Fróes, em sua homenagem). O Guarda-Mor José também foi um dos fundadores do Arraial do Tijuco, atual cidade de Diamantina, hoje considerada Patrimonio Cultural da Humanidade pela UNESCO, onde se tornou um dos primeiros contratadores de diamante do Brasil ao lado de Filisberto Caldeira Brant em 1748 e serviu de inspiração para o nome de José Rodrigues Fróes de Ornellas.

O Senhor Domingos Fróes ingressou na política a convite de seu amigo e compadre Deusdedith dos Santos, por sua reputação ilibada e seu envolvimento na vida social do município. Entretanto não tinha pretensões eletivas quando aceitou ao convite para integrar a chapa eleitoral. No ano de 1970, concorreu ao cargo de vice-prefeito pelo partido ARENA, tendo então, como candidato a prefeito o Sr. Deusdedith dos Santos e Domingos Fróes a vice-prefeito. 

No ano de 1970 concorreu ao cargo de vice-prefeito pelo ARENA[1], tendo como prefeito o senhor Deusdedith dos Santos. Venceram as eleições, assumindo a administração municipal no ano de 1971. No segundo semestre do mesmo ano assumiu interinamente a prefeitura de Camanducaia pelo afastamento do senhor Deusdedith devido a questões de saúde. Nessa época, os cargos de Vice-prefeitos e de Prefeito interino não eram remunerados, o que forçou o Sr. Domingos Fróes a dividir-se entre o sustento de sua família e a condução do município, trabalhando meio período em seu ofício como barbeiro e atuando como administrador municipal no restante do dia, a partir do gabinete da prefeitura ou percorrendo os bairros do município para reconhecimento das demandas trazidas pela população. Essa situação manteve-se durante um ano e meio, aproximadamente, e terminou, infelizmente, com o falecimento de Deusdedith. Assim, o senhor Domingos deixou de ser o Prefeito interino para assumir como Prefeito Municipal, de agosto a dezembro do ano de 1972, o que permitiu permanecer como administrador municipal por mais de 06 meses sem precisar se desdobrar entre a prefeitura e sua barbearia, dedicando-se apenas à atuação como prefeito e na criação do Plano Diretor e do Estatuto do Servidor Público do município, o qual fez questão de escrever de próprio punho.

Sua administração pode ser destacada pelas seguintes realizações: abertura semanal do gabinete para conhecimento das demandas trazidas pelos cidadãos, desenvolvimento do Plano Diretor constando as diretrizes do crescimento do Distrito Sede, a elevação do bairro de São Mateus de Minas a Distrito, a abertura do Distrito de Monte Verde; criação do estatuto do servidor público municipal; regulamentação da contratação de funcionários e da realização de concursos públicos; aquisição de maquinário para manutenção das estradas rurais e abertura das ruas e avenidas do Distrito de Monte Verde; construção do primeiro trevo com a Fernão Dias na entrada da cidade; instalação de saneamento básico, melhorias sanitárias e no transporte de carnes do extinto matadouro municipal; adequações urbanísticas na Bica do Itororó, abertura da Rua Guaraci Cintra; calçamento da Rua Tiradentes;  e reforma da Praça Francisco Escobar (atual Praça da Matriz), ornamentada com mudas de árvores buscadas do Horto Florestal de Poços de Caldas, criado por Francisco Escobar na década de 1920.

Em comemoração ao ato de fundação do distrito de Monte Verde, foi decidido entre os senhores Verner, Karlis e Domingos, que o distrito levaria o nome de Verner Greenberg, a escola teria o nome do Karlis Kempis, e a rua em frente à escola, atual rua Pau Brasil, teria o nome de Prefeito Domingos Fróes. Também foi instalada uma placa, na Escola Karlis Kempis, em agradecimento aos fundadores, como menção ao Sr. Prefeito Domingos Fróes, por seus esforços em serviços prestados, em nome do município, para a realização da abertura do distrito

A praça Francisco Escobar, foi elevada do nível da rua sobre uma caixa de drenagem e a calçada com pisos hidráulicos para absorção da água da chuva. Havia em seu interior dois grandes pés de Ingazeiros Bravos que foram mantidos na composição da nova praça. Ao redor dela foram plantadas árvores com flores amarelas, em homenagem à Independência do Brasil, uma vez que o antigo nome dessa praça já foi Praça do Centenário da Independência. Em seus canteiros laterais, haviam árvores frutíferas que garantiam a presença e a beleza dos pássaros em seu interior. Outra curiosidade sobre essa praça é que foram plantadas em seus canteiros, central e frontal, duas mudas de pinheiros típicos da Letônia, doadas pelo senhor Verner Greenberg ao senhor Domingos Fróes, colocadas nesse canteiro central. Entre os dois canteiros laterais, continham mudas de Pau Brasil, num ato simbólico ao acolhimento brasileiro e camanducaiense ao povo leto.

Texto redigido pela historiadora Débora Viveiros,  revisado e alterado por Bruno Fróes, filho do Sr. Domingos Fróes

 

[1] ARENA (Aliança Renovadora Nacional) era o partido sustentador do regime militar, criado em 1965 sucedendo a UDN e extinto juntamente com sistema bipartidário vigente. Foi sucedido pelo PDS (Partido Democrático Social).

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